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Revista

Quitar as dívidas do cartão de crédito: o passo a passo

Descubra estratégias práticas para organizar o orçamento, negociar os juros do cartão e recuperar a tranquilidade financeira.

Equipe Entre Elas 5 min de leitura

Para sair das dívidas do cartão de crédito, o primeiro passo é interromper o uso do cartão imediatamente e mapear o valor exato do saldo devedor. Os juros do crédito rotativo cobrados pelas instituições financeiras no Brasil estão entre os mais altos do mercado, o que faz a dívida multiplicar em poucos meses. O caminho mais seguro para resolver esse problema envolve trocar essa pendência por uma linha de crédito mais barata e renegociar o valor diretamente com o credor.

Mapeando o tamanho real do problema

Enfrentar os números de frente é desconfortável, mas necessário. Abra o aplicativo do banco ou pegue as últimas faturas e anote em um papel o valor total devedor de cada cartão, não apenas o valor do pagamento mínimo.

Liste também a taxa de juros cobrada ao mês em cada instituição. Ao colocar tudo no papel, você consegue identificar qual cartão está gerando o maior prejuízo e precisa ser quitado primeiro.

Enquanto estiver nesse processo, guarde os cartões físicos em um local de difícil acesso e remova os dados salvos em aplicativos de compras ou lojas virtuais. Interromper o surgimento de novos débitos é a condição principal para o planejamento dar certo.

Trocar uma dívida cara por uma mais barata

Deixar a fatura rolar no crédito rotativo é a opção mais custosa do mercado financeiro. Se você percebeu que não conseguirá pagar o valor integral da fatura no próximo mês, busque alternativas de crédito com taxas menores para quitar o saldo total do cartão.

As opções mais comuns incluem o empréstimo pessoal tradicional e o empréstimo consignado, no qual as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento ou do benefício do INSS. Como a garantia de recebimento do banco é maior no consignado, as taxas costumam ser bem menores.

Tipo de créditoTaxa média de jurosRisco de endividamentoIndicado para
Cartão de crédito (rotativo)AltíssimaMuito altoUso pontual de curtíssimo prazo
Parcelamento de faturaAltaAltoQuando não há acesso a empréstimo comum
Empréstimo pessoalMédio-altaModeradoQuitar dívidas de juros mais pesados
Empréstimo consignadoBaixaBaixoPessoas com margem consignável disponível

Antes de fechar qualquer contrato de empréstimo para quitar o cartão, observe o Custo Efetivo Total (CET). Esse indicador reúne não apenas a taxa de juros, mas todas as tarifas, impostos e seguros embutidos na operação. Comparar o CET é a única forma real de saber qual opção é mais vantajosa.

Como se preparar para a negociação com o banco

Antes de entrar em contato com a central de atendimento do banco ou procurar os canais oficiais de renegociação, faça as contas da sua renda mensal fixa e defina o valor máximo que cabe no seu bolso sem comprometer a alimentação, moradia e transporte.

Nunca aceite uma proposta de renegociação no primeiro contato se a parcela oferecida ficar pesada no seu orçamento. Fechar um acordo que você não conseguirá honrar resulta no quebra de contrato, e o banco voltará a cobrar o valor total com novos juros e multas.

Durante a conversa com a instituição financeira, peça o detalhamento do valor original da dívida sem os juros de atraso e solicite propostas para pagamento à vista ou parcelado. Muitas vezes, ao demonstrar disposição para quitar a pendência, é possível conseguir descontos expressivos sobre os juros acumulados.

Reorganização da rotina até a quitação completa

Com o acordo firmado ou o empréstimo mais barato contratado para quitar o cartão, a prioridade passa a ser o cumprimento rigoroso das datas de vencimento. Crie o hábito de revisar semanalmente suas saídas de caixa para garantir que o dinheiro da parcela esteja separado.

Reduza temporariamente gastos que não sejam essenciais, como assinaturas de serviços pouco usados e refeições fora de casa. Essa contenção não precisa ser eterna; encarar esse período como uma fase de transição ajuda a manter o foco no objetivo de zerar as pendências.

Se sobrarem pequenos valores ao final do mês, avalie fazer amortizações extraordinárias da dívida, solicitando a quitação das últimas parcelas do contrato para obter desconto proporcional dos juros.

Perguntas frequentes

Vale a pena fazer o parcelamento da fatura sugerido pelo próprio cartão?

O parcelamento da fatura oferecido pelo banco tem juros menores do que o crédito rotativo, mas ainda assim costuma ter taxas elevadas. Ele vale a pena apenas se você não conseguir um empréstimo pessoal com taxas mais baixas no mercado e precisar estancar o crescimento da dívida imediatamente.

O banco pode pegar dinheiro da minha conta salário para pagar o cartão?

A lei proíbe a retenção integral do salário para pagamento de débitos. No entanto, se o seu cartão de crédito for do mesmo banco onde você recebe seu salário e houver uma cláusula autorizando o débito em conta contratada anteriormente, a instituição pode realizar descontos limitados. Caso isso comprometa sua subsistência, procure a defensoria pública ou um órgão de proteção ao consumidor.

Quanto tempo leva para o nome sair dos órgãos de proteção ao crédito após o pagamento?

Após a quitação da primeira parcela do acordo ou do pagamento integral da dívida, a instituição financeira tem o prazo de até cinco dias úteis para solicitar a retirada do seu nome dos cadastros de inadimplentes.

Próximo passo

Reserve uma hora do seu dia hoje para abrir uma planilha ou um caderno e listar todos os seus cartões de crédito. Anote o saldo devedor total, a taxa de juros mensal de cada um e o valor máximo que você consegue separar por mês para pagar essas contas. Com esses números em mãos, entre em contato com as instituições financeiras ou acesse os canais oficiais de renegociação para buscar propostas que caibam exatamente no valor previsto. Se quiser compartilhar suas dúvidas sobre organização financeira com outras mulheres que passam pelos mesmos desafios, participe dos debates na comunidade Entre Elas.

Conteúdo informativo. Não substitui orientação de profissionais de saúde, jurídicos, psicológicos ou financeiros.

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